Campeão de F1 em 1980, australiano Alan Jones morre aos 80 anos

O automobilismo mundial está de luto. Alan Jones, o segundo australiano e o primeiro piloto da Williams a conquistar o título mundial de Fórmula 1, faleceu

Por Redação 888 Bet Brasil ·

O automobilismo mundial está de luto. Alan Jones, o segundo australiano e o primeiro piloto da Williams a conquistar o título mundial de Fórmula 1, faleceu nesta quinta-feira, poucos dias após completar 80 anos. A notícia foi confirmada pela família do ex-piloto, que não divulgou a causa da morte.

Nascido em Melbourne, na Austrália, em 2 de novembro de 1946, Jones construiu uma carreira sólida e vitoriosa na Fórmula 1. Ele competiu entre 1975 e 1986, com um breve retorno em 1989, e disputou 116 Grandes Prêmios, conquistando 12 vitórias, 24 pódios e 6 poles. Seu auge foi em 1980, quando dominou a temporada com a Williams e se tornou campeão mundial, quebrando um jejum de 12 anos sem títulos de pilotos australianos desde Jack Brabham (1959, 1960 e 1966).

A temporada de 1980 foi marcada pelo duelo intenso entre Jones e o brasileiro Nelson Piquet, que pilotava a Brabham. O australiano venceu cinco corridas (Argentina, França, Grã-Bretanha, Alemanha e Áustria) e garantiu o título na penúltima etapa, no Canadá, com uma vantagem de 13 pontos sobre Piquet. A consistência e a velocidade de Jones foram fundamentais para o sucesso da Williams, que também conquistou seu primeiro campeonato de construtores naquele ano.

Além do título de 1980, Jones foi vice-campeão em 1981, novamente com a Williams, perdendo o bicampeonato para Nelson Piquet por apenas um ponto. Em 1981, venceu quatro provas e protagonizou um dos duelos mais memoráveis da história da F1 com Piquet, Gilles Villeneuve e Jacques Laffite. Sua rivalidade com Piquet era intensa, mas sempre pautada pelo respeito mútuo.

Após deixar a Fórmula 1 em 1986, Jones se afastou das pistas, mas retornou brevemente em 1989 pela equipe Lola, sem grande sucesso. Nos anos seguintes, tornou-se comentarista de televisão na Austrália, onde era uma voz respeitada e carismática. Ele também se envolveu em causas ambientais e chegou a ser preso em 2019 durante um protesto contra a mineração de carvão, demonstrando sua personalidade combativa também fora das pistas.

A morte de Alan Jones reacende a memória de uma era dourada da Fórmula 1, marcada por pilotos carismáticos e carros robustos. Ele foi o primeiro grande nome da Williams, abrindo caminho para que a equipe se tornasse uma das mais vitoriosas da história. Sua contribuição para o esporte vai além do título: Jones era admirado pela sinceridade, pela habilidade em desenvolver carros e pela capacidade de extrair o máximo do equipamento.

A Fórmula 1 prestou homenagens nas redes sociais. A Williams lamentou a perda do “nosso primeiro campeão mundial” e destacou sua importância para a fundação da equipe. Nelson Piquet, seu maior rival, declarou que Jones era “um piloto excepcional e um grande amigo”. A Austrália, que hoje celebra Daniel Ricciardo e Oscar Piastri, reconhece em Jones o pioneirismo que inspirou gerações.

Alan Jones deixa um legado de determinação e talento. Sua trajetória é um exemplo para jovens pilotos e fãs do automobilismo. Com 80 anos, ele partiu deixando saudades, mas também a certeza de que sua história está eternizada na Fórmula 1.

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